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Para viver um segredo, às vezes é necessário descer um lance de escadas. Escondido atrás de cortinas de veludo, você encontra o bar abaixo do bar. O ambiente é dominado por uma áurea de charme e mistério. Uma luz forte inunda o palco da coquetelaria: o balcão. Ao aproximar-se, o bartender está pronto para oferecer diversas opções de coquetéis, utilizando o melhor da mixologia mundial. Neste espaço, sentado em frente ao balcão, você vê a mágica acontecendo e os sentidos e a mente ficam livres para reinventar o mundo.

Nós sabemos que degustar um drink bem preparado é uma experiência fantástica, mas existem situações que, se combinadas com álcool, não produzem bons resultados.Por exemplo:

• O álcool não combina com crianças e adolescentes. É necessário ser maior de idade para ter responsabilidade para beber.

• O álcool não combina com direção. Se beber, não arrisque a sua vida e a dos outros tentando dirigir. Pegue um táxi, uma carona ou chame o Uber, mas não dirija.

• O álcool não combina com excessos. Respeite os limites do seu corpo.

Produzir drinks incríveis exige muita dedicação e treinamento. O bartender precisa ter as expertises de um Chef, produzindo cominações que toquem o paladar do cliente e, ao mesmo tempo, a criatividade de um artista, criando coquetéis coloridos e harmonizados. Essas características, unidas à técnica e estilo de cada profissional, é o que torna a arte da coquetelaria um trabalho admirável.

Já imaginou se a compra e a venda de bebidas alcoólicas fosse proibida? Pois é, seria horrível, mas já aconteceu. Não acredita? Vou contar a história sobre esse tempo...

Tudo aconteceu em 1920. A população americana sofreu um grande choque com a aprovação da Prohibition, conhecida como Lei Seca dos Estados Unidos, que proibia a venda de bebidas alcoólicas.

Neste período, como uma nova opção para aqueles que gostariam de beber, surgiram os bares secretos chamados de Speakeasies. Eram espaços escondidos, onde farmacêuticos produziam bebidas a partir de substâncias proibidas. Cada speakeasy reunia um grupo de clientes selecionados para beber em sigilo. Se a polícia aparecesse, havia um plano para esconder as bebidas em fundos falsos. Com a revogação da Lei Seca, em 1930, os clientes dos speakeasies migraram para os bares de procedência assegurada. Porém, a aventura, o segredo e a exclusividade dos speakeasies foram perdidos.

E foi assim que aconteceu. Agora você quer viver o charme de beber em um speakeasy? Eu vou te contar onde você pode relembrar esse tempo:

Em São Paulo, embaixo do Astor, você encontrará um bar que homenageia o clima e a experiência emocionante de beber em um speakeasy. Ele traz os clássicos daquele tempo, as inovações do mundo e as tradicionais bebidas do botequim brasileiro. Guarde esse segredo, mas não deixe de compartilhá-lo com seus iguais.

A arte de criar bebidas existe há muito tempo. Os primeiros registros data da época das navegações. A união de culturas na “Terra das Oportunidades”- Estados Unidos- próximo à virada do século XVIII para o XIX, foi um marco importante para a coquetelaria. Nesse tempo, as bebidas de diversos países estavam em um mesmo local, o que gerou diversas misturas. Rapidamente surgiram receitas como Martinez, o Gin Cocktail e os Juleps com Whisky.

A diversidade e qualidade das bebidas, atualmente, deram novas opções e maior diversidade às criações dos bartenders.

Um verdadeiro coquetel não estimula apenas o paladar: ele deve ser criado e servido como uma experiência para os cinco sentidos – o aroma, a cor, a textura e a escolha do copo e da forma de servir são pontos importantes a serem trabalhados.


Ceará vs 007 Ketel One Vodka • Tanqueray Gin • Vermouth Bianco • Perfume de Cajú
Death in the Afternoon Pernod • Espumante Brut • Twist de Limão
Alligator Calvados VSOP • Drambuie • Peychaud’s Bitter
Ordem & Prosecco Yaguara cachaça • Calvados Fine • Cítricos • Prosecco • Cedro do Líbano
Golden Dawn Tanqueray Gin • Calvados Fine • Cítricos • Honey Mix
Café Maison Cachaça Merlet • Café Espresso • Tônica • Bitter Aromático
Terroir Ketel One VOdka • Manzanilla • Mel com Tomilho • Cenoura • Celery Bitter
Satan’s Whisker Tanqueray Gin • 2 Vermouth • Grand Marnier • Tangerina
Holland House Genever • Dry Vermouth • Limão Siciliano • Maraschino
Pain Killer 2 Rums • Laranja • Abacaxi • Coco • Absinthe Bitter
Clover Club Tanqueray Gin • Limão • Framboesa • Granadine
Dark & Stormy Rum Jamaicano • Limão • Melaço de Cana • Ginger Beer • Absinthe Bitter
In Vermouth Veritas Vermouth Blanco • Manzanilla • Salmoura • Bitter Aromático
Kentucky-Tivo Bourbon Whiskey • Amaro Lucano • Jerez • Ginger Beer
Pink’o’Flamingo Ketel One Vodka • Cítricos • Campari • Essência de Rosa
Mistery Gardênia Run Cubano Amber • Limão • Gardênia Mix
Bucanier Grog 2 Rum • Vermouth Rosso • Cítricos • Melaço de Cana • Absinthe Bitter
Mayan Mole Mezcal Joven • Vermouth Rosso • Chocolate • Chipotle • Sal Marinho
Singapore Sling Mate Gin • Cherry Heering • Benedictine • Abacaxi • Bitters
El Toreador Mezcal Joven • Limão • Apricot Brandy • Sal
My Hops Don’t Lie Tanqueray Gin • Infusão de Lúpulos • Beer Cordial
Churchill Tea Cup JW Double Black • Manzanilla • Honey Mix • Espuma de Chá
Frajola Milk Punch Cuervo Tradicional • Murici • Eucalipto • Limão Cravo • Coco Ralado
Tatò-Nico Mate Gin • Água de Coco • Cítricos • Hortelã

Drinks Especiais

Baker Sub Sour JW Black Label • Tangerina • Limão siciliano • Xarope de Guinness • Merengue Foam
Ziggy Sour London Dry Gin • cítricos • Vermouth seco • Orgeat • Bitter
Sweet About Me Lemongrass vodka • Saint Germain • Pera • Limão • Ginger Beer
Cobra Fang Rum Jamaicano • Cítricos • Maracujá • Falernum • Absinthe Bitter
Blackbeard Ghost 2 Rums • Cítricos • Falernum • Apricot Brandy • Bitter
Pearl Diver 2 Rums • Cítricos • Gardenia mix • Bitter • Tonka
Ramon Gin Fizz London Dry Gin • Cítricos • Creme de leite • Flor de laranjeira • Soda
KickerBocker Rum Jamaicano • Limão • Framboesa • Grand Marnier • Bitter
Tuxedo #2 London Dry Gin • Vermouth seco • Maraschino • Orange bitter • Pernod
Rio Bravo Cuervo Tradicional • Caju • Orgeat • Chartreuse • Citricos

Drinks Sub Top Seller (SP)

Ordem & Prosecco Yaguara cachaça • Calvados Fine • Cítricos • Espumante brut
Kentucky-tivo Bourbon Whiskey • Amaro Lucano • Jerez • Ginger Beer
Tatô-nico Mate Gin • Agua de coco • Cítricos • Hortelã
Clover Club London Dry Gin • Limão • Framboesa • Angostura bitter
Satan's Whisker London Dry Gin • 2 Vermouths • Grand Marnier • Tangerina
Dark & Stormy Rum Jamaicano • Limão • Melaço de cana • Ginger Beer • Absinthe Bitter
Pain Killer Rum Zacapa 23 • Laranja • Abacaxi • Coco • Absinthe Bitter
Holland House Genever • Vermouth seco • Limão siciliano • Maraschino • Orange bitter
Singapore Sling Mate gin • Cherry Heering • Benedictine • Abacaxi • Bitter • Club soda
Golden Dawn London Dry Gin • Calvados Fine • Cítricos • Mel citrico • Bitter
As últimas décadas foram marcadas pela dedicação dos profissionais da coquetelaria em transformar a experiência com bebidas e coquetéis, evoluindo as receitas e métodos de preparo. O que era feito nos balcões passou a ser estudado.

A mixologia se constituiu como a área de investigação e experimentação que movimenta o mundo dos coquetéis. Cabe aos mixologistas descreverem as possíveis variações de cada coquetel e estipularem a melhor aplicação de cada ingrediente.

Sim, agora, você pode dizer que bebida também é ciência!
A cerveja é originada da antiga Mesopotâmia. Consta nos registro que a sua descoberta provavelmente surgiu por acaso, quando um grupo de agricultores armazenou os grãos da colheita em vasos e uma chuva durante a noite acabou fazendo com que a água chegasse aos grãos, iniciando o processo de fermentação.

As bebidas destiladas surgiram nos reinos árabes. A necessidade constante de novas tecnologias de conservação, preservação de alimentos e a curiosidade dos monges alquimistas levaram à descoberta do processo de destilação. Basicamente, ferver e filtrar a bebida fermentada aumentava a concentração alcoólica, tornando-a mais durável, além de oferecer usos antissépticos e medicinais.
O whisk(e)y, em especial o escocês, é a bebida mais rica em aromas e sensações. Cada barril da bebida adquire o seu próprio DNA nas etapas da sua feitura, desde grão, passando pela destilação, até a filtragem e o envelhecimento. Os nomes e adjetivos encontrados nos rótulos descrevem cada uma dessas influências.
A destilação da cevada fermentada começou na Irlanda. Lá, até hoje se oferecem os tipos de whisky Irish. Pure Pot Still, se a destilação artesanal aproveitar a fermentação de cevada maltada (que tenha iniciado o processo de germinação) e não maltada. Quando toda a cevada utilizada foi maltada, o líquido se chama Single Malt. Outros grãos podem entrar na produção do whisky irlandês Industrial. Alguns rótulos, no intuito de garantir consistência aromática em toda a produção, combinam whiskies produzidos de ambas as formas. São identificados como Blended Irish. Em todos os casos, o envelhecimento mínimo é de três anos.
Nos EUA, os imigrantes europeus imprimiram personalidades regionais à bebida. Uma delas é o uso do milho, grão nativo do Novo Mundo, como ingrediente majoritário. A partir do século XVIII, uma receita típica se difundiu na região do condado de Old Bourbon, no Kentucky. Em geral, se usa a técnica de sour mash para o controle de pH na fermentação; o envelhecimento é feito em barris de carvalho.
Por lei, Tennessee Whiskeys só podem ser feitos no estado do Tennessee. Em termos de processo de produção, o que os diferencia dos Bourbon é a filtragem em carvão vegetal de Bordo (existem, inclusive, marcas de Bourbon ditas maple filtrated - tecnicamente, iguais aos Tennessees, mas de fora do estado).
Afora as variedades regionais, o mercado americano ainda apresenta o rye whiskey - utilizando principalmente centeio; o corn whiskey, bebida com aproximadamente oitenta por cento de milho; e o mad dog, uma variação dos moonshines que eram produzidos clandestinamente e não passam por envelhecimento.
Mas a receita que rodou o mundo é mesmo a escocesa. Tanto que o whisky que se produz no Japão, na Austrália e no Brasil pode ser considerado à moda do Scotch. Todo whisky escocês precisa envelhecer em barris de madeira por pelo menos três anos e um dia; só são usados para o envelhecimento os barris onde já se envelheceu outra bebida antes. O aquecimento do mash de grãos fermentados para a destilação é feito com queima de turfa. Garantidos esses princípios básicos, a bebida pode ser entendida como pertencente a um dos cinco tipos de Scotch.
A cevada maltada, processada em uma única destilaria, resulta num Single Malt. A combinação de diversos Single Malts é o Blended Malt. Se, na destilação, qualquer outro grão que não cevada maltada seja incluído, o whisky passsa a ser considerado de grãos. Novamente, Single Grain é o whisky de uma única destilaria, Blended Grain é a combinação dessas bebidas. Por fim, misturar o destilado de malte com o destilado de grãos produz o Blended Scotch.
Sim, são tantas definições e combinações que pode ficar um pouco confuso. Isso acontece por que no envelhecimento o whisky absorve muitas sutilezas do ambiente, trazidas pela temperatura, pelo ambiente, pelo solo. É muito difícil para as marcas de grande produção oferecer qualidade consistente em seus produtos, estando sujeitos a tantas variações inesperadas . Por isso os whiskies artesanais, de uma destilaria só, são tão raros. Marcas maiores oferecem combinações dos produtos de várias destilarias, mas garantem que as características sensíveis, de aroma e sabor de suas bebidas sejam constantes e sempre reconhecidas.
Assim como o verão incita o surgimento de bebidas refrescantes, o temível inverno do leste europeu também contribuiu para a criação de um dos destilados mais consumidos do mundo. Não se sabe se a vodca foi criada na Rússia ou na Polônia, mas é certo que o produto desenvolvido tem um índice tão elevado de pureza que nem a mais inóspita das estações é capaz de congelá-lo.
A receita da vodca é simples e universal: ela pode ser produzida através da destilação de vários ingredientes, como o centeio, a aveia, o trigo ou a cevada. Há também a vodca feita com tubérculos, como a batata, mas a qualidade dessa bebida é inferior. Apesar de o produto final ser o mesmo, cada matéria-prima confere à bebida sabor, qualidade e suavidade diferentes.
Se o primeiro elemento da vodca é o ingrediente do qual ela é destilada, o segundo está embutido na origem eslava do nome da bebida: “vodka” signigica “aguinha”. Uma homenagem merecida, já que o elemento natural é responsável por cerca de 60% do peso da garrafa. Isso acontece porque a redestilação obtém um produto de concentração alcoólica muito alta e é a sua diluição em água que permite que a bebida chegue ao teor de álcool desejado.
As vodcas russas primam pela suavidade e um paladar levemente oleoso, seguidas por uma sensação de queimação. As vodcas ocidentais costumam ser destiladas de trigo e são extremamente puras e claras, reconhecidas por sua mínima quantidade de resíduos aromáticos. Essas qualidades se devem a elaborados processos de filtração e purificação. Apesar de ser degustada pura nos congelantes países onde é mais tradicional, no resto do mundo a vodca é apreciada em misturas. O produto ganhou fama internacional a partir dos anos 1970, quando bartenders começaram a substituir os destilados habituais por ela, que é pura e descomplicada. A bem-vinda neutralidade de aroma e sabor consagrou a “aguinha” como base perfeita para muitos dos coquetéis contemporâneos.
É possível encontrar muitos conhecedores defendendo que a verdadeira vodca é a mais neutra. Isso data do século XIX, quando a Rússia se apropriou da tecnologia de tripla destilação industrial como marca registrada da sua bebida. A estratégia era convencer o mundo definitivamente de que a bebida era uma especialidade da terra dos Czares e de mais ninguém. No século XX, com a evolução do mercado de bebidas, as marcas apostam na criação de variações aromáticas, às vezes até com finalização artesanal. Os mixologistas foram convocados, e é possível encontrar coquetéis elaborados especialmente para cada tipo de vodca.
Destilado em cuja fórmula entra o zimbro, o steinhäger pode ser tido como um primo do gim. A criação da bebida, originária da região alemã da Vestfália, data do século XV. No século XVII, os produtores de steinhäger tentaram fazer com que sua bebida competisse com o gim, mas a bebida inglesa era insuperável. Sua prima alemã, então, precisou se contentar em ficar à sombra do gim e passou a ser usada na produção de diversos coquetéis. No entanto, os apreciadores dessa bebida costumam degustá-la também pura, como acompanhante da cerveja, em shots como os da tequila. Mais forte que o gim, o steinhäger é uma boa pedida para dar acompanhar o chope gelado e dar aquele esquenta nas noites de inverno.
Como expandir o mercado de vinho uma vez que a fermentação o torna impróprio para o consumo depois de longas viagens? Esse dilema tirou o sono de muitos produtores e mercadores de vinho durante a Idade Média. Destilar a bebida foi uma boa solução, mas o que realmente agradou aos europeus foi descobrir que armazenar e envelhecer o destilado em barris de madeira maturava e refinava o seu sabor.
O assim chamado Brandy surgiu em todo o velho continente, manifestando-se em três férteis variações. Também conhecidas como Eaux-de-vie, as aguardentes de frutas fermentadas oferecem uma variedade grande de brandies, como o francês Calvados, de maçã e o Kirschwasser, de cereja. Já no grupo Pomace Brandy, estão os destilados a partir do bagaço da uva, sendo os mais familiares a Grappa italiana e a Bagaceira portuguesa. Contudo, os brandies mais tradicionais são os destilados do vinho, como a francesa Armagnac.
Outra requintada aguardente de vinho, talvez a mais célebre no Ocidente, é o Conhaque. No Brasil, seu nome passou a designar todos os tipos de Brandy que desembarcassem em nosso solo. Um raciocínio inverso que só pode ser explicado pela enorme popularidade desse digestivo entre nós. Entretanto, o verdadeiro Conhaque só é produzido na região homônima de sua origem, Cognac, na França. Sua rebuscada produção observa normas de vinificação, destilação e envelhecimento previstas na legislação local e utiliza, especificamente, uvas brancas de cepas selecionadas (Folle Blanche, Colombard, Ugni Blanc).
Seja a sua escolha o Conhaque ou qualquer outro Brandy, o caráter nobre, quase aristocrático dessa bebida não passa despercebido. Suas variações se traduziram em bandeira dos mais proverbiais países da Europa. Experimentar as diversas culturas e possibilidades do Brandy é, de certa forma, conhecer o mundo.
Uma das bebidas mais populares do mundo, a tequila tomou seu nome emprestado da pequena cidade mexicana em que teve sua gênese. A tequila tem em sua base o agave, uma espécie de abacaxi enorme que cresce apenas no clima árido e especificamente em solo vulcânico. Os vulcões, aliás, são um bom comparativo para o efeito causado pela bebida.
Apesar de os astecas terem produzido uma bebida fermentada que também vinha do agave, a tequila se alastrou pelo mundo atrelada às tradições mexicanas e é praticamente impossível saboreá-la sem lembrar dos mariachis usando seus chapelões.
Hoje existem mais de cem destilarias pelo México, preenchendo as garrafas de diversas marcas. Por conta dessa demanda, existem tequilas nas quais o agave é complementado com outros açúcares – principalmente o da cana – na fermentação. Como a tequila é uma riqueza nacional, existem regras claras garantindo que só a tequila feita exclusivamente da planta mexicana pode receber em seu rótulo a certificação 100% agave. Para os aficcionados da tequila, a ausência dessa certificação não é aceitável.
A tequila passou a ser bebida em shots em 1918. Quando a gripe espanhola se espalhou por todo o mundo, os médicos começaram a receitar a tequila, capaz de ”esquentar”, como remédio. Daí teria nascido o costume de ingerir a tequila num copo pequeno, o caballito, junto com uma pitada de sal e uma rodela de limão, ambos também tidos como medicamentos para a gripe. Não se pode negar que a tequila é uma ótima desculpa para se continuar o tratamento da gripe ad eternum. Se a doença não perdurar, também se pode dizer que o hábito de beber tequila configura prevenção, já que um homem prevenido vale por dois.
Existe uma remota possibilidade de que a bebida nacional japonesa tenha aparecido na China há sete mil anos. Mesmo que seja verdade, o desenvolvimento pleno do fermentado de arroz só aconteceu a partir do século III, já no arquipélago. Sem conhecimentos maiores sobre fermentação, é seguro dizer que a primeira forma de saquê (ou sake) tenha derivado de um punhado de arroz colhido abandonado ou cozido, mas não consumido. Bastou uma alma ousada provar o caldo podre para que o mais antigo fermentado fosse descoberto.
Mas o saquê ainda não era exatamente uma bebida. Com as técnicas de fermentação ainda sendo apuradas, o saquê, que lembrava mais uma porção de mingau, era “comido“ dentro de uma tigela. Inclusive, seu método de produção não era lá muito sofisticado: mascava-se o arroz para fermentá-lo com a saliva e depois se cuspia em tachos, para só então iniciar o seu preparo.
No quesito purificação, a tecnologia mais moderna da época, pelo menos para os produtores de Okinawa, era a virgindade das jovens mulheres da ilha. Elas eram as únicas que podiam mastigar o arroz, já que eram consideradas representantes dos deuses aqui na Terra. Por outro lado, o saquê já era pasteurizado pelos japoneses séculos antes de Louis Pasteur estabelecer sua definição científica para a técnica.
Parte indissociável da cultura do Japão, o saquê sofreu com a escassez do arroz na Segunda Guerra Mundial. Para aumentar o rendimento da fabricação, o governo japonês permitiu o acréscimo de álcool etílico e glicose à modesta mistura de água e arroz fermentado da receita original. Hoje, apesar da diversificação de tipos e rótulos de sakê, a maior parte da produção segue este padrão.
Se for para seguir a tradição, o saquê deve ser servido quente, a 35º C, para que se desfrute melhor das delicadas qualidades da bebida. No Brasil, porém, o mais alcoólico dos fermentados vem cativando o público através da sutileza que oferece a coquetéis gelados como a saquerinha. Cada vez mais aberta a novas misturas, a mixologia brasileira se mostra atenta à cultura milenar do oriente. Conta-se que a degustação do saquê elimina as preocupações e prolonga a vida. Deve ser verdade, já que a expectativa de vida no Japão é a maior do mundo.
Os egípcios da Antiguidade foram os primeiros a fermentar a garapa de cana-de-açúcar, no intuito de inalá-la para curar enfermidades. A história da cachaça passa então pelos gregos para chegar aos árabes, que criaram os rudimentos das técnicas de destilação que conhecemos hoje. Os portugueses herdaram dos árabes a tecnologia para destilar e criaram a Bagaceira, obtida da uva.
A cachaça brasileira nasceu na Capitania de São Vicente, no século XVI. A bebida era dada aos escravos para que eles se tornassem dóceis ao jugo dos senhores de engenho. Dizia-se que ao serem levados de sua terra natal, os cativos eram acometidos de uma melancolia que era chamada de banzo, e se acreditava que a cachaça servia para aliviar tais sintomas.
No século XVII, a produção da cachaça foi aprimorada no Brasil, o que atraiu mais apreciadores e fez com que a bebida se a tornasse um produto rentável. Portugal, então, ressentiu-se da posição galgada pela bebida brasileira, que acabou por desvalorizar a Bagaceira. A solução encontrada pela metrópole foi proibir a fabricação e o consumo da cachaça na colônia e a reação dos brasileiros foi protestar boicotando a Bagaceira. Portugal se viu obrigado a recuar quanto à proibição, mas taxou a cachaça com enormes cargas tributárias. Mais tarde, os portugueses teriam que engolir o orgulho e aceitar a cachaça como uma dádiva: o dinheiro obtido com as vendas da bebida foi essencial para a reconstrução de Lisboa, abalada pelo terremoto de 1755.
Não tardou para que a cachaça se tornasse uma das bandeiras da resistência ao domínio português, tanto que o último pedido de Tiradentes foi que lhe molhassem a garganta com cachaça da terra. No entanto, isso não impediu que a bebida sofresse uma queda de popularidade após a Proclamação da República, quando todos procuravam seguir as modas europeias. A consagração definitiva da cachaça como símbolo da irreverência brasileira se deu durante a Semana de Arte Moderna de 1922, cujo mote era promover uma cultura que abarcasse as ideias estrangeiras, mas se mantivesse independente. Desde então, a cachaça é considerada uma bebida 100% nacional e a caipirinha é o símbolo do Brasil no exterior.
É impossível falar de rum sem trazer à tona os piratas, lendários saqueadores que cruzavam os mares em busca de aventura de riqueza. No entanto, como várias outras bebidas, o rum foi propagado primeiramente como medicamento: se dizia até que ele era capaz de expurgar demônios do corpo daquele que o experimentasse.
A relação estreita entre o rum e os piratas começa no século XIX, uma vez que o alto teor álcoolico da bebida enchia os combatentes de coragem. Além disso, o rum era tão valorizado que servia como moeda para a compra de escravos.
Mas essa bebida não era uma prerrogativa dos piratas: seus inimigos, os oficiais da armada britânica, distribuíam uma ração diária de rum para que a tripulação se sentisse melhor nas condições precárias dos navios da época.
Alguns dizem que a palavra rum deriva de rumbullion ou rumbustion, expressões usadas para designar a bagunça provocada pelos bêbados. Hoje, voce pode degustar a bebida dos piratas sem precisar passar pelos apertos que os saqueadores sofriam nos sete mares.
Muitos historiadores registraram o gim como criação do físico e anatomista holandês Franciscus Sylvius, no século XVII. Apesar dessa informação ser amplamente difundida, ela é incorreta. Séculos antes do Dr. Sylvius, Jacob van Maerlant, poeta religioso belga, já havia escrito sobre as propriedades medicinais do óleo de zimbro, matéria prima do gim. O que se sabe ao certo é que, naquela época, o gim era usado como remédio para diversos males.
O gim ultrapassou as fronteiras de seu país de origem quando os soldados ingleses lutaram em território holandês contra os espanhóis, na Guerra dos Oito Anos. Era costume entre as tropas holandesas tomar o gim, chamado por lá de genever, como calmante antes das batalhas, o que deu origem à expressão “coragem holandesa”.
De volta a sua terra natal, os ingleses queriam produzir o genever, mas só tinham três certezas: que a bebida era um destilado de cereais, que continha álcool e zimbro. Começaram então a usar uma técnica que ficou conhecida como small bath: os ingredientes que eles imaginavam fazer parte do genever eram colocados em uma banheira e deixados lá para “curtir”. O resultado era desastroso e o sabor, terrível. Os produtores, então, adicionavam açúcar para deixar a bebida suportável.
Insatisfeitos, os ingleses desenvolveram outra tecnologia para de produção e passaram a colocar a matéria prima em destiladores de cobre, com álcool e ervas. O líquido era destilado quatro vezes, o que aumentava a sua graduação alcoólica. E assim, com essa nova produção cujas destilações promoviam um controle de qualidade que evitava o produto ruim do small bath, nasceu o London Dry Gin, chamado assim por conta de seu sabor e por não precisar do açúcar.
Depois que ascendeu ao trono inglês o rei Guilherme III, Príncipe de Orange, a produção da bebida foi regulamentada. Em 1730, o consumo médio do londrino era de dois pints (pouco mais de um litro) de gim por semana. A preocupação com a embriaguez excessiva da população levou à alta taxação das bebidas destiladas para restringir o seu uso. Pinturas da época retratam a degradação da Gin Lane. No século XIX, a industrialização trouxe o London Dry de volta ao topo, em numerosos estabelecimentos que ficariam conhecidos como Gin Palaces.
O gim é consagrado como o ingrediente principal do Dry Martini, o mais clássico dos coquetéis. Uma bebida com tanta história não poderia faltar no cardápio do Sub, para que se possa experimentar da coragem holandesa sem precisar de uma batalha iminente como desculpa.
As bebidas conhecidas como espumantes nada mais são do que vinhos em cuja fórmula é adicionado o dióxido de carbono, substância que faz com que o líquido borbulhe. As bolhas dessas bebidas têm nome: perlage.
Os três espumantes mais conhecidos são o Lambrusco, o Prosseco e o Champagne, esse último tão famoso que seu nome passou a designar, popularmente, todos os vinhos desse tipo. No entanto, essa designação não é correta e existem até mesmo leis que impedem o uso dessa sinonímia.
Champagne é uma região no nordeste da França, famosa por seus vinhedos. Diz-se que foram os romanos a iniciar o desenvolvimento das vinícolas de Champagne, mas a bebida acabou por se tornar conhecida em todo o mundo porque a cidade de Reims, famosa por ter sido palco da coroação dos mais representativos reis franceses, fica na região de Champagne. Nas festas que sucediam as coroações se servia o vinho espumante. Isso bastou para que o imaginário popular relacionasse o Champagne à riqueza e às grandes comemorações.
Antes da farmacologia moderna, a prevenção e o tratamento de doenças e sintomas eram feitos principalmente a partir de ervas. De fato, algumas espécies de plantas contêm substâncias curativas que até hoje não puderam ser sintetizadas pela química industrial. O grande segredo dos curandeiros antigos era não apenas identificar as ervas corretas, mas também descobrir como fazer com que as propriedades curativas dessas substâncias funcionassem.
Em alguns casos, simplesmente comer ou mascar as folhas certas resolve o problema. Outras plantas com propriedades medicinais precisam ser tomadas na forma de chá ou infusões para que funcionem. E, acreditem ou não, alguns remédios artesanais precisam ser ministrados em solução alcoólica. O nome comum desse tipo de preparado é bitter, numa referência ao sabor amargo e forte ao qual eles tendem. Alguns desses produtos são comercializados no Brasil sob a denominação de amaros ou amaros de ervas.
Não existe um padrão único de produção dos bitters. Cada marca oferece uma bebida diferente, feita a sua maneira, com sua própria combinação de ervas e outros vegetais – usando folhas, flores, lascas de árvores e até cascas de laranja. Frequentemente, o aroma herbal, acompanhado de gradação alcoólica intermediária, faz com que essas bebidas sejam ótimas para abrir o apetite ou para facilitar a digestão. Por isso, em muitos lugares os bitters são oferecidos como aperitivos ou digestivos.
Como são bebidas de personalidade, os bitters estão muito presentes na história da mixologia. Muitas vezes bastam pequenos dashes para transformar completamente o sabor e a cor de uma bebida. Algumas variações, como o Aperol, o Angostura Bitter e o Campari aparecem em várias das misturas clássicas do mundo da coquetelaria.
Como em todas as artes, os instrumentos utilizados são partes importantes do processo. Os pintores necessitam de pincel e tinta, os escritores de papel e caneta e os bartenders, dos seguintes itens:
Bailarina: colher de cabo espiralado que permite direcionar a forma como as bebidas são colocadas no copo, quando se trata de coquetéis em camadas.
Coqueteleira: instrumento utilizado para misturar ingredientes por meio de agitação.
Faca e tábua de corte: obrigatoriamente de polietileno, por questões de higiene, elas são utilizadas para cortar frutas, ervas e temperos.
Liquidificador: alguns coquetéis necessitam de sua utilização, principalmente para triturar ingredientes mais consistentes.
Macerador: popularizado pela caipirinha, o macerador permite extrair os sucos e sabores de frutas ervas e especiarias .
Dosador: ele garante a quantidade correta de cada líquido na mistura, permitindo o equilíbrio de sabores no coquetel.
Com a utilização desses itens e as doses ideais de gelo, os drinks do Sub Astor são produzidos para proporcionar incríveis experiências ao seu paladar.
2.1.0
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